Entre o Altar e o Palácio
Entre o Altar e o Palácio
Quando a fé se confunde com o poder
Há momentos na história em que a fé é chamada a se posicionar não como aliada do poder, mas como sua consciência crítica. O altar, lugar da escuta, da entrega e da transcendência, passa a disputar espaço com o palácio, símbolo da força, da influência e da dominação.
Quando essa fronteira se confunde, o Evangelho corre o risco de ser instrumentalizado, reduzido a discurso conveniente e esvaziado de sua potência profética. A fé deixa de incomodar e passa a legitimar.
Este livro nasce dessa inquietação. Não como ataque, mas como convite à reflexão. Um chamado à responsabilidade espiritual, à maturidade teológica e à coragem ética de discernir onde termina a missão da Igreja e onde começa a sedução do poder.
Entre o altar e o palácio há um caminho estreito. Nele caminham os que se recusam a negociar a consciência, mesmo quando o custo é alto. É nesse espaço de tensão que a fé permanece viva, relevante e fiel ao Cristo que não se curvou aos reinos deste mundo.
A fé que se acomoda ao poder deixa de ser boa notícia.
Este texto inaugura a série de reflexões do livro Entre o Altar e o Palácio.
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